Anta
Uma vila cheia de história, Capital do Violino, terra mãe da cidade de Espinho, é a maior freguesia do concelho. Faz fronteira com Guetim, Nogueira da Regedoura e São Paio de Oleiros a nascente, São Félix da Marinha a norte, Espinho a poente e Silvalde a sul.
Primeiros registos
Anta deve o seu nome um monumento supulcral pré-histórico ou proto-histórico, que se suspeita ter existido entre o Carvalhal e a Idanha. Documentos do século X já dão conta de Anta, sendo referida a construção de um mosteiro dedicado a S. Martinho, padroeiro atual da freguesia. Muitos registos históricos de Anta terão sido perdidos num incêndio no século XVII, que destruiu todos os livros antigos da paróquia.

Passado entre Espinho e Feira
Como freguesia, Anta permaneceu durante um grande período da sua história como parte das “Terras de Santa Maria”, sendo posteriormente denominada de “Terra da Feira” ou “Julgado da Feira”. A atual freguesia de Espinho pertencia a Anta, tendo se separado da sua terra mãe apenas em 1886, merecendo, à época, vários protestos por parte dos antenses. A liderar a revolta estava Luiza do Pinto, mulher do proprietário da casa do Mocho. O braço de ferro durou cerca de 7 anos, culminando com a reintegração dos lugares da Estrada, do Mocho e da Tabuaça em Anta.

Vestígios antigos
Um dos vestígios mais antigos da freguesia encontra-se entre a Congosta e o Lameirão, onde existira uma velha ponte de pedra. Ao dia de hoje podem ser encontradas algumas pedras nos terrenos junto à ribeira do Mocho.

Gentes da terra e da cultura
Anta sempre foi uma terra ligada à agricultura, à plantação de milho, com uma forte identidade ligada às tradições dos lavradores. O violino também assume grande relevância com a oficia dos luthiers Capela, que exportam este instrumento para todo o mundo. Contam os mais velhos que os antenses eram apelidados de “bilhões”.
Século XX e o Acidente da Capela dos Ramos
A religião teve também sempre um importante papel dos antenses. No início do século XX, após a Implantação da República, a Igreja de Anta esteve fechada devido ao período conturbado vivido, havendo pouca informação dessa altura. Nesse sentido, um senhor abastado da terra, o “senhor Ramos”, a pedido de vários católicos, construiu uma pequena capela (atual Capela dos Ramos) na Rua da Guimbra. No entanto, um episódio a envolver esta capela iria marcar a comunidade antense. No dia em que se realizava a primeira comunhão, alguns republicanos, chamados de “carbonários” do Porto, colocaram uma bomba nas imediações para assustar o povo. Diz a história que após recuperados do susto, vários populares correram com os bombistas da freguesia.

